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  • Cláudia Andrade

Olhares cotidianos, sobre as mulheres.

Seus olhos se abrem ao acordar ou só os cílios se movimentam?

A cada novo dia, novas respostas, novas perguntas, nova vida! O presente! Em caixa bonita, de laço de fita.

O que a vida anda querendo de nós?

Reclamamos de muitas coisas e muitas coisas somos nós! Tiremos o peso de nossos ombros, começando por nós mesmas, porque o tempo fechou de repente e se não nos cuidarmos, explodiremos.

A vida embolou. Nossa rotina ficou pesada. Esse papo de que temos tempo por estarmos em casa, é coisa do mundo imaginário, virtual. As mulheres e mães então... Valha-me Deus!

Desde aquela hora dos cílios que se movimentam, sugerindo a abertura, até a hora em que eles se fecham, para dormirmos exaustas, não paramos um minuto. Do café à louça final do jantar... E entre essa piscadela, um mundo de atividades ininterruptas.

Saudades do tempo em que tínhamos de ir trabalhar! Trabalhávamos menos, com toda certeza.

Bom, da minha parte, o que me cabe é estender a minha mão, o meu ombro e a minha solidariedade a você, dizendo que não estás só. Somos muitas mulheres, a beira de um ataque de nervos.

Outro dia vi até uma matéria na Internet, de uma mãe que morreu de infarto, na hora das atividaddes escolares do filho. Fiquei arrasada! Por dois motivos: um porque sou mulher e estou no mesmo barco e outro porque sou diretora de escola e, inevitavelmente, responsável pelo envio de tarefas escolares a serem realizadas em casa, todos os dias. Putz! Será que isso foi verdade?

Não morram , por favor! Quero vocês vivinhas! Amo vocês! Minhas mães JP, parceiras de tantas reuniões, encontros, palestras, festas juninas, festival gastronômico, festa da Páscoa, Ação de Graças .... Não me deixem só e culpada. Vamos aliviar essa bagagem, por favor!

Bem, da minha parte estou te absolvendo do TUDO!

Mandamos tarefas cotidianas para as crianças, porque não tem jeito! Não podemos ir para a escola! Por mais que queiramos. E, tenham a certeza, de que a gente quer muito!

As tarefas são para irmos significando os conhecimentos, nos tornando presentes, organizando uma rotina pra vocês e dizer que estamos trabalhando COM vocês! Não é proposta para regime escravocrata. Eu juro!

Crie o seu tempo na sua casa, com a sua criança. É bom ela ter esse compromisso também! Na minha vida toda e acho que na sua também, sempre houve o momento de para casa, de estudar para provas, fazer pesquisas, trabalhos... Eu tinha que sentar e fazer. Minha mãe era semi analfabeta, não havia o Google e nem a Barsa eu tinha, porque era pobre. Ponto. Simples assim! Cumpria o meu trabalho, assim como meus dois irmãos e pronto.

Então, coloque seu olhar sobre essa perspectiva. Converse com a sua criança sobre esse fazer. Não é escolha. É a vida dela também. Suas atividades escolares!

Você escolheu pandemia? Nem eu! A gente ensina filhos de muitas maneiras e essa é também uma delas.

Com horário e local combinado fica mais fácil e possível. Não dá pra um dia ser de manhã, no outro ser meio dia e no outro às 21 horas. Um dia na sala, no outro na cozinha, com a panela de pressão apitando, o feijão que já está quase pronto. Isso embola a criança e embola você!

Faça o que é possível! Do jeito que você pode! Com o tempo que você tem! Mas, não deixe de fazer. Cuidado! A criança está de olho em você! Eles aprendem tudo... o jeito de fazer e o jeito de não fazer!

Tuas dores são muito parecidas com as minhas. Meu mundo também foi atingido por um vírus! Na dor, somos todas iguais!

Não abra mais feridas em sua pele, em sua mente. O que recebemos,


já está suficiente. Perdoe-se pelo que não deu e experimente largar a dor e as reclamações. Elas não acrescentam.

Cuide dos olhos, de você, da sua cabeça, da sua criança e do seu coração.

E pode nos chamar, quando algo apertar. Quando a gente anda junto, um cuida do outro.


Um grande abraço, força aí! Cláudia Andrade.



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